
A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) se veste de cores e padrões diferentes por uma causa nobre nesta sexta-feira (20). Pelo terceiro ano consecutivo, a empresa adere à mobilização global das Meias Trocadas (Lots of Socks), antecipando as celebrações do Dia Internacional da Síndrome de Down, oficialmente comemorado em 21 de março. A iniciativa, que já se tornou uma tradição interna, nasceu do engajamento dos próprios empregados e reflete o compromisso da estatal com o respeito e a promoção da diversidade em todos os seus âmbitos.
Neste ano, a mobilização da Hemobrás se divide em três frentes e é organizada pelo Comitê ASG. No escritório administrativo, no Recife, e na fábrica, em Goiana, os empregados e colaboradores foram convidados a comparecer ao trabalho com suas meias trocadas, reforçando a união da equipe em torno da pauta da inclusão. Também em Goiana, cidade que acolhe nossa fábrica, representantes da empresa participaram, nesta sexta, de uma audiência pública sobre o tema na Câmara Municipal. Já no dia 30 de março, a Hemobrás participa de um seminário de Boas Práticas no Atendimento à Pessoa com T21, ações que reforçam o compromisso social da empresa.
O gesto de usar meias coloridas e propositalmente descombinadas carrega um simbolismo visual importante. Vistos de perto, os cromossomos possuem um formato que lembra o de uma meia. Como a Síndrome de Down é causada por uma cópia extra do cromossomo 21, resultando em três em vez de dois, as meias diferentes celebram a singularidade humana. O objetivo central da ação é iniciar conversas, combater o preconceito e lembrar a sociedade que ser diferente é perfeitamente normal.

A inclusão ganha rosto através das histórias de quem vive essa realidade de perto. João Rocha, funcionário da Hemobrás, compartilha como a convivência com sua irmã, Olívia, 45 anos, que tem Síndrome de Down, moldou sua visão de mundo.
“Dentro de casa, ninguém conta cromossomos. Sempre tivemos uma relação saudável de irmãos, com brincadeiras e conflitos. Essa convivência me ensinou, desde cedo, a ter mais empatia e a enxergar cada pessoa como única.”
João destaca também a facilidade da irmã em fazer amigos e conquistar as pessoas com simpatia e carinho, tornando qualquer ambiente mais leve. “Ela me ensinou a valorizar as coisas simples, a não complicar tanto a vida e ter a persistência de seguir tentando, mesmo diante de dificuldades”, pontua o colaborador.
Vale ressaltar que a Síndrome de Down, ou Trissomia do 21, não é uma doença, mas uma condição genética. Ela ocorre quando, durante a divisão celular na gestação, a pessoa passa a ter 47 cromossomos em suas células, em vez de 46. Para João, o 21 de março é um momento para dar visibilidade e reforçar a importância da inclusão das pessoas com Síndrome de Down. “Ações como a das ‘Meias Trocadas’ são simples, mas geram reflexão. Elas ajudam a conscientizar, quebrar preconceitos e fortalecer um ambiente de trabalho mais acolhedor”, afirma João.

A Hemobrás reafirma que o acolhimento e a informação são as melhores ferramentas para garantir a plena cidadania. Mais do que traços físicos ou ritmos de aprendizado diferentes, o que define a trajetória de uma pessoa com Síndrome de Down é o respeito e o acesso a oportunidades.


