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Hemobrás firma Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) firmou, nesta quarta-feira (04.09), a adesão ao Pacto pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais. A cerimônia de lançamento do Pacto foi conduzida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), realizada em Brasília (DF), onde estiveram presentes mais de 30 estatais.

A ação visa promover o compartilhamento de boas práticas de governança e o aumento na agilidade de estruturação e implementação de medidas para promover ações de diversidade, equidade e inclusão dentro das empresas estatais.

Para a presidente da Hemobrás, Ana Paula Menezes, que esteve no evento representando a empresa, a Hemobrás oficializa, com esta adesão, o compromisso de estabelecer mecanismos de cooperação para o aprimoramento de políticas públicas relacionadas ao tema e de estratégias que promovam a diversidade na empresa.

“Assumimos, com a assinatura desse Pacto, o compromisso de promover ações efetivas e afirmativas dentro da empresa, combatendo qualquer tipo de discriminação e valorizando a cultura inclusiva e o bem estar dos empregados”, destacou.




Hemobrás dá início a ações do Programa de Pró-Equidade de Gênero e Raça

A Hemobrás deu passos importantes na construção de um ambiente empresarial mais inclusivo com a apresentação dos membros do Comitê de Diversidade e Inclusão da empresa e com a realização do primeiro módulo do curso de Desenvolvimento Comportamental e Liderança Feminina nessa segunda-feira (29.07). As iniciativas estão previstas no plano de ação da Hemobrás que aderiu à 7ª edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, organizado pelo Ministério das Mulheres.

A presidente Ana Paula Menezes avaliou o início do programa. “É muito interessante que a gente reflita sobre as questões da diversidade e da inclusão a partir desse olhar que a gente traz como mulheres. Tenho certeza que todas vão sair daqui mais empoderadas, mais fortes para puxar essa bandeira de incluir e respeitar os desiguais e somar à nossa principal luta que é a defesa da democracia e da cidadania”, comemorou.

O Comitê de Diversidade e Inclusão tem a missão de desenvolver ações para tornar a Hemobrás livre de preconceitos e contribuir para que seja um ambiente seguro e agradável para todos os empregados e colaboradores, independente de raça, gênero, orientação sexual e idade. A Analista Industrial Camila Rocha é uma das integrantes do comitê. Para ela, é importante dar visibilidade às minorias para que haja um local de fala mais abrangente para além do local de trabalho. “Poder incorporar e desenvolver capacidades de mulheres na liderança é indispensável quando se fala em equidade de gênero. Poder potencializar novas mulheres, novas lideranças, é muito bom para que a gente tenha nossa cidadania plena”, avalia.

LIDERANÇA FEMININA

Uma das ações propostas pela Hemobrás na parceria com o Ministério das Mulheres é o curso de liderança feminina. Conduzido pela economista especializada em Abordagens para Mudança de Mentalidade e Comportamento, Virginia Haag, cerca de 30 mulheres participaram de uma formação onde, através de conceitos da neurociência e da economia comportamental, puderam avaliar seus estágios de desenvolvimento, refletir sobre crenças limitantes e construir um mapa de imunidade à mudança.

De acordo com a facilitadora, esse tipo de treinamento exclusivo para mulheres é importante para que consigam superar algumas crenças da sociedade. “O mapa ajuda essas líderes a desenvolverem comportamentos que elas precisam para enfrentar crenças da sociedade que acabam atrapalhando mais a carreira de mulheres do que de homens”, explica.

Para Melissa Papaléo, gerente de Produtos e Suprimentos Farmacêuticos da Hemobrás, o curso foi além de uma palestra de empoderamento. “São conteúdos que ajudam a gente a sair do óbvio, a quebrar crenças e comportamentos automáticos do dia a dia. Tenho certeza de que esse aprendizado vai ser muito benéfico para quem participou, e consequentemente para a empresa, com a mudança sentida pelas equipes envolvidas”, avalia.




Hemobrás participa da 1ª edição dos Seminários Nacionais de Ouvidoria 2024

A Hemobrás participou da primeira edição dos Seminários Nacionais de Ouvidoria de 2024, realizada em João Pessoa, nos dias 04 e 05.06. O evento foi promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU) em conjunto com a Ouvidoria-Geral do Estado da Paraíba (OGE-PB) e teve o objetivo de reunir ouvidoras e ouvidores de todos os entes federativos e poderes para a difusão de conhecimentos e troca de experiências.

A programação do evento, que contou com a participação da Ouvidora-Geral da União, Ariana Frances, incluiu painéis abordando, dentre outros temas, a avaliação dos serviços públicos, a relação entre Ouvidoria e Corregedoria no tratamento de denúncias de assédio e, ainda, a contribuição da Ouvidoria no engajamento social e a humanização no atendimento aos usuários.

A equipe da Ouvidoria da Hemobrás participou das oficinas abrangendo as interseções entre Lei de Acesso à Informação (LAI) e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e a análise dos dados coletados do “Painel Resolveu?” para melhoria dos serviços prestados.




No Dia Mundial da Hemofilia, Hemobrás participa de evento promovido por associação de pacientes e Hemope

Para dar visibilidade e trazer mais informações para a população e para os pacientes sobre a hemofilia, a Associação Pernambucana de Pessoas com Hemofilia (Aphemo), em parceria com a Fundação de Hemoterapia e Hematologia de Pernambuco (Hemope), organizou uma série de atividades nessa quarta-feira (17). Por mais um ano, a Hemobrás participou do encontro.

A iniciativa “Acesso Equitativo para Todos” teve a participação de representantes de entidades nacionais que atuam em prol da causa, profissionais da saúde e pessoas com hemofilia e familiares com o objetivo de apresentar e debater questões a respeito do tema, além de promover o compartilhamento de experiências.

O presidente da Aphemo, Jamerson do Nascimento, que conduziu a ação, ressaltou a importância do encontro, com destaque para o aporte de recursos nacionais e os avanços no tratamento da doença: “Dizemos ‘celebrar’, porque temos muito a celebrar, quando olhamos para trás e remontamos a história. Hoje, temos um tratamento para as pessoas com hemofilia com uma perspectiva totalmente diferente. A expectativa e a qualidade de vida é outra. Falamos em produção nacional de fatores recombinantes, em terapia gênica. Falamos em construção de esperança, em uma vida melhor”, afirma o representante, pai de uma criança com Hemofilia A.

Na ocasião, foram apresentadas palestras dos mais diversos temas que versam a causa. Em “Produção do Fator VIII-R”, o Gerente de Projetos da fábrica do Hemo-8R da Hemobrás, Christiano Madruga, apresentou detalhes da produção do Fator VIII recombinante desenvolvido a partir de engenharia genética para tratamento da Hemofilia A, cuja primeira unidade fabril 100% nacional foi inaugurada neste mês. Na palestra “Uma nova realidade de acesso às novas terapias”, a médica hematologista e hemoterapeuta do Hemope, Doutora Ana Maria Vanderlei, abordou os benefícios da utilização da terapia gênica pelos pacientes. A apresentação “Equidade para todos” abriu margem ao debate acerca dos desafios sociais encarados pelo público com hemofilia, com depoimentos dos pacientes Adenilson Silva e José Bruno, que compartilharam experiências de suas jornadas com a hemofilia para obter qualidade de vida. Além disso, o encontro promoveu tempo de recreação para crianças presentes.

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO

O Hemope atende 566 pacientes com Hemofilia tipo A e B. Pernambuco tem a sexta maior população do país com a doença; Brasil está em 4º lugar no ranking mundial, com um público de 13.618, conforme dados da Federação. Até março de 2024, a Hemobrás já distribuiu mais de 6 bilhões de unidades internacionais (UI’s) do Hemo-8R para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).




Hemobrás realiza mutirão contra a dengue

Assim como escolas, órgãos públicos e profissionais da saúde de todo o país, a Hemobrás se engajou na campanha de prevenção à dengue, em sintonia com o Ministério da Saúde que realizou o “Dia D Nacional de Combate à Dengue” no último sábado (02.03). A campanha teve o objetivo de envolver toda a sociedade na luta contra o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika e chikungunya.

Empregados e colaboradores da Hemobrás participaram do mutirão de combate à dengue com vistoria dos espaços internos e externos aos blocos da fábrica em Goiana (PE) e eliminação dos locais com água parada, que são os possíveis ambientes de reprodução de mosquito e, consequentemente, foco do Aedes aegypti. Os voluntários identificaram locais onde eliminaram possíveis pontos de focos e registraram outros que necessitam de outras intervenções. Nesses casos, setores específicos da empresa, como manutenção e segurança do trabalho, vão agir nos próximos dias para garantir a segurança de todos. O mutirão aconteceu na última sexta-feira (01.03).

A empresa vem fazendo sua parte, mas é importante a conscientização e o apoio de todos na luta contra a dengue. O mutirão mostrou que fatores externos e triviais podem contribuir para a existência do foco, como um copo plástico jogado fora do lixo que pode acumular água da chuva e servir como um possível local de reprodução do mosquito. Para a assessora de Segurança, Meio Ambiente e Saúde, Anne Primo, a ação foi muito gratificante e teve um resultado efetivo: “Foi bem legal ouvir o depoimento de algumas pessoas dizendo que achavam que não iam encontrar nada e se surpreenderam com pontos para corrigir “, conta. “Esse é um alerta que serve para todos: às vezes achamos que já estamos protegidos, mas é importante que cada um verifique sua residência e também o ambiente de trabalho”, explica. “Não é preciso muito tempo, se cada um fizer sua parte, são 10 minutos que já fazem a diferença”, finaliza Anne.

ORIENTAÇÃO – Antes do mutirão, os voluntários receberam informações sobre os sintomas da dengue como febre alta, dores nas articulações, atrás dos olhos e manchas vermelhas pelo corpo. Caso haja suspeita da doença, é importante o atendimento no serviço de saúde. A automedicação é perigosa, já que alguns remédios podem agravar os sintomas da doença. Se confirmada a dengue, é necessário o repouso total e a ingestão de muita água para recompor o corpo e combater o vírus.

FAÇA SUA PARTE – Com apenas 10 minutos por semana, é possível deixar a dengue longe:

  • Mantenha a caixa d’água bem fechada;
  • Receba bem os agentes de saúde e os de endemias;
  • Amarre bem os sacos de lixo;
  • Coloque areia nos vasos de planta;
  • Guarde pneus em locais cobertos;
  • Limpe bem as calhas de casa;
  • Não acumule sucata e entulho;
  • Esvazie garrafas PET, potes e vasos.



Medicamentos Hemobrás auxiliam no tratamento de doenças raras

Nesta quinta-feira (29.02), é celebrado o Dia Mundial de Doenças Raras. A data é um marco para a luta por novos estudos destinados a avanços no tratamento de portadores dessas condições genéticas, que podem ser crônicas e incapacitantes. Para a Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), este também é um dia para comemorar as conquistas adquiridas ao longo dos últimos anos.

Data rara no calendário, que só acontece em anos bissextos, ela foi escolhida em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras para sensibilizar governantes, profissionais de saúde e a população sobre a existência e os cuidados com as doenças raras. No Brasil, o 29 de fevereiro foi instituído em 2018. “Oferecer melhor qualidade de vida é nossa missão e ficamos muito orgulhosos em saber que estamos contribuindo para melhorar a rotina de tantos brasileiros que dependem do medicamento distribuído pelo Sistema Único de Saúde e pela Hemobrás”, diz o presidente da empresa, Antônio Edson de Lucena.

As doenças raras são crônicas e incuráveis, a maioria de fundo genético ou hereditárias, podendo ser progressivas ou incapacitantes, degenerativas e levar à morte. Uma doença é considerada rara quando afeta até 65 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos. Muitas delas não têm cura e o tratamento é destinado ao alívio dos sintomas ou a retardar seus aparecimentos. Um dos tratamentos utilizados é com o medicamento Imunoglobulina, usado como terapia de substituição em pacientes que não possuem quantidades suficientes de anticorpos próprios.

No Brasil já existe a imunoglobulina fabricada com plasma brasileiro e registrada com a marca da Hemobrás. A Hemobrás faz todo o processo de captação de plasma junto à hemorrede e conduz o fornecimento do medicamento para atender à demanda do SUS. Hoje, parte desse medicamento é fracionado no exterior – prática que será encerrada com a inauguração da fábrica de hemoderivados, anunciada para 2025. A imunoglobulina é um dos hemoderivados mais consumidos no mundo, tendo sido distribuído ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela Coordenação de Armazenamento e Distribuição (COADI) do Ministério da Saúde. A Hemobrás também fornece os fatores de coagulação para tratamento da Hemofilia A e B, que também são doenças raras.

De acordo com o Instituto Vidas Raras – que atua na orientação, capacitação e conscientização da sociedade e de profissionais da saúde sobre as doenças raras e a importância do olhar atento para o diagnóstico precoce, estima-se que no Brasil haja pelo menos 240 doenças raras. A CEO e cofundadora da instituição criada em 2001, Regina Próspero, explica que a missão do Vidas Raras é “dar acesso a diagnóstico e tratamento, divulgar as patologias raras, criar condições de tratamento e ambientes para acolher pacientes e seus familiares e a Hemobrás é essencial para garantir essa acessibilidade aos medicamentos que garantem qualidade de vida para os portadores de doenças raras”.

Uma das principais campanhas do Instituto, especialmente para o Dia Mundial de Doenças Raras, é o Pezinho no Futuro, que promove a conscientização sobre o teste do pezinho para diagnóstico precoce de doenças raras e sobre a necessidade da ampliação do exame no SUS para todos os bebês do país.




Ana Paula do Rego Menezes é a nova diretora de Produtos Estratégicos e Inovação da Hemobrás

Em cerimônia realizada nesta sexta-feira (23.02), na sede da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em Brasília, tomou posse na Diretoria de Produtos Estratégicos e Inovação (DPEI) da empresa a médica Ana Paula do Rego Menezes, com experiência em gestão de saúde nos três níveis da federação.

A nova diretora é médica formada pela UFPE (1985) com residência em medicina preventiva e social, especialização em Planejamento e Gestão da Saúde (Fiocruz), mestrado em saúde coletiva (Fiocruz)  e doutorado em Ciências da Saúde (Unifesp).

Ana Paula do Rego Menezes já exerceu a gestão em saúde nos três níveis da federação: municipal (Secretária de Saúde de Olinda, 1993-1996), estadual (Secretária Executiva de Coordenação Geral da SES/PE, 2011-2013) e federal (Secretária Executiva do Ministério da Saúde, 2014-2015). Além disso, de 2017 a 2024, foi assessora parlamentar do Senado Federal.

 




Hemobrás alcança posição nacional de destaque em ranking da CGU

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) alcançou posição nacional de destaque em relação ao tempo de reposta dos pedidos de acesso à informação. A Hemobrás encerrou o ano de 2023 na 5ª posição nacional em um ranking que contempla 323 órgãos e entidades públicas. Entre janeiro e dezembro daquele ano, foram registrados 125 pedidos de informação e o tempo médio de resposta foi de 3,25 dias. Os dados podem ser consultados no Painel Lei de Acesso à Informação (https://centralpaineis.cgu.gov.br/visualizar/lai), que é alimentado a partir dos dados coletados na Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação – Fala.BR (https://falabr.cgu.gov.br/web/home). O monitoramento compete à Controladoria-Geral da União (CGU). A Lei de Acesso à Informação (LAI) estabelece o prazo máximo de 20 dias para resposta, podendo ser prorrogado por mais 10 dias mediante justificativa.

A Hemobrás não incorreu em nenhuma omissão no atendimento aos pedidos de acesso à informação, ou seja, nenhum cidadão que apresentou pedido junto à empresa deixou de ser respondido. À frente da Hemobrás, ficaram pela ordem, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o Hospital de Doenças Tropicais (EBSERH – DHDT/UFT) e a BBTur Viagens e Turismo Ltda. Em relação à satisfação dos usuários com a resposta fornecida, a empresa obteve a nota média de 4,71 em uma escala que varia de 1 (Não atendeu) a 5 (Atendeu plenamente). Numa análise sobre a compreensão das informações apresentadas, a nota média também foi de 4,71 em uma escala que varia de 1 (Difícil compreensão) a 5 (Fácil compreensão).

O modelo de transparência da Hemobrás, assim como as respostas dadas, é coordenado pela Ouvidoria da Empresa, criada em 2018. “Essa é uma grande conquista por parte da Hemobrás, fruto de um controle mais acurado dos prazos, da maior atuação junto aos gestores e da conscientização destes em relação à celeridade no atendimento à sociedade”, diz Plutarco Reis, ouvidor da empresa. Para ele, o resultado mostra o engajamento de toda equipe da empresa em nome da transparência.

Em janeiro de 2024, a Hemobrás alcançou outra marca importante ao atingir o índice de 100% de transparência ativa, de acordo com monitoramento realizado pela CGU, que verifica em que medida os órgãos/entidades atendem ao disposto no Guia de Transparência Ativa para Órgãos e Entidades do Poder Executivo Federal (GTA).

O GTA apresenta uma compilação das normas legais e infralegais relacionadas à transparência ativa, incluindo não só o conteúdo, mas também a estrutura em que as informações devem ser organizadas nos sites oficiais, a partir de um menu, em primeiro nível, intitulado “Acesso à Informação”.

A Hemobrás obteve o índice máximo de transparência ao atender de forma plena os 49 (quarenta e nove) itens previstos no GTA. O resultado também pode ser conferido no Painel Lei de Acesso à Informação.




Federação Mundial de Hemofilia estreita diálogo com Hemobrás

Representantes da Federação Mundial de Hemofilia (WFH, sigla em inglês) estiveram no Brasil, esta semana, para uma série de agendas, entre elas a visita às instalações da nova fábrica de medicamentos recombinantes, parte do complexo fabril da Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), localizado em Goiana, Pernambuco. Na ocasião, além da visita, foi debatido o tratamento oferecido aos pacientes desta condição genética rara que afeta a coagulação do sangue. Prestes a ser inaugurada, a fábrica será um marco para a produção nacional do Hemo-8r, para a autonomia nacional em pesquisa e produção de outros biotecnológicos. Também participaram do encontro integrantes da Federação Brasileira de Hemofilia (FBH), da Associação Pernambucana de Pessoas com Hemofilia (Aphemo) e da Sociedade de Hemofílicos da Paraíba. O grupo foi recebido pelo presidente da Empresa, Antônio Edson de Lucena, que fez questão de externar a satisfação por interagir com um grupo legitimado para um diálogo aprofundado em torno do tema.

A comitiva ouviu e foi ouvida sobre o modelo adotado para pessoas com hemofilia no Brasil, a produção e o abastecimento do mercado nacional, os avanços da Hemobrás e as perspectivas para os próximos anos. Hoje, existem cerca de 13 mil pessoas com hemofilia no país. São cidadãos que dependem de medicamentos para terem uma vida ativa e produtiva e que contam com o recombinante como uma profilaxia eficaz na melhoria da qualidade de vida deles.

“Foi um encontro de grande valor para nós, porque essas pessoas representam o nosso usuário final em todas as suas instâncias. Simbolizam a necessidade de quem usa o medicamento produzido aqui”, disse Antônio Edson. “É um orgulho ouvir da federação mundial que o modelo de tratamento do Brasil deve ser apresentado para outros países e haverá um estímulo para que seja replicado internacionalmente”, completou, destacando a boa relação e a franqueza com que os temas foram abordados e esclarecidos. Salomé Mekhuzlar, diretora de Desenvolvimento Global da WFH, falou sobre a impressão que teve do progresso da fábrica e enalteceu a parceria que a Federação Mundial de Hemofilia mantém com o Brasil, dialogando e buscando o conforto e a melhoria da rotina diária dos pacientes.

A visita aconteceu na última terça-feira, sendo guiada por técnicos da Hemobrás. Uma das mais empolgadas era a presidente da FBH, Tânia Pietrobelli, que luta a favor da causa há mais de 40 anos e já havia visitado a Hemobrás em outras duas oportunidades: “Quando eu cheguei e entrei no bloco do recombinante, fiquei impactada realmente. Pensei ‘isso é primeiro mundo’”.

O presidente da Hemobrás destacou a importância da aproximação promovida pelo encontro, lembrando que simboliza um estreitamento de laços com as pessoas que representam o usuário. Uma oportunidade de diálogo que deve, segundo ele, ajudar nas diretrizes futuras da Hemobrás.




Hemobrás doa 41 toneladas de material reciclável para cooperativa de catadores

A Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia) encerra o ano com um recorde na agenda ambiental. A Empresa doou mais de 41 toneladas de resíduos recicláveis a cooperativa de catadores. Esta é uma política contínua da Hemobrás, iniciada em 2018, e que a cada ano tem se aprimorado. A iniciativa é reforçada por outras ações que dizem respeito à agenda de responsabilidade socioambiental.

Em 2023 a Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis Erick Soares – COOCARES, do município de Abreu e Lima, no Grande Recife, foi a beneficiada pela doação de todo o volume de materiais recicláveis. Desde 2021, a Hemobrás recebeu o selo Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do Ministério do Meio Ambiente, por implementar a gestão socioambiental sustentável em suas atividades administrativas e operacionais.

No volume de recicláveis doados pela Hemobrás destaca-se o papel e o papelão, que juntos somaram 17,9 mil quilos. O plástico ficou em segundo lugar, com 8,7 mil quilos, seguido pela madeira (7,2 mil quilos), metal (6.2 mil quilos) e mantas térmicas (1,6 mil quilos).

A política da Hemobrás faz parte do programa “Coleta Seletiva Cidadã”, prevista no Decreto nº 5.940, de 25/10/2006, que instituiu a separação dos resíduos recicláveis descartados pelas instituições da administração pública federal, e a sua destinação às associações e cooperativas dos catadores de materiais recicláveis. As cooperativas beneficiadas são habilitadas por meio de um edital público, lançado a cada dois anos.

 

QUALIDADE DA ÁGUA E DO AR

Outro marco importante em 2023 na gestão ambiental foram as inspeções e monitoramento de poços de captação de água para utilização na fábrica. Somam-se 714 inspeções em três poços ao longo de 238 dias úteis do ano. O monitoramento da quantidade de água subterrânea captada é essencial para a verificação do cumprimento da outorga de uso da água para abastecimento. A análise tem sido realizada por uma leitura do hidrômetro de cada poço. Quando a quantidade de água que pode ser consumida ultrapassa o limite, é realizado o revezamento dos poços.

“A sustentabilidade é uma área de grande importância para a Hemobrás. Temos avançado cada vez mais em estratégias e ações”, afirma o presidente Antônio Edson de Lucena. “Da coleta seletiva e doação dos recicláveis ao controle de fumaça na produção, mantemos um controle absoluto. O rigor é ainda maior porque temos uma perspectiva de crescimento e esses pontos são essenciais para isso”, detalha Anne Primo, Assessora Técnica Especializada – Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

Já a política de educação ambiental envolveu o corpo funcional durante todo o ano. Em 2023, foi realizado ao menos uma vez por mês um episódio do “Diálogo Diário de Segurança e Meio Ambiente” (DDSMA) com as empresas terceirizadas e empregados da fábrica. Os trabalhadores participaram dos DDSMA com temas relacionados ao Meio Ambiente, como Dia Mundial da Educação Ambiental, Mudanças Climáticas, Coleta Seletiva, Aspectos e Impactos Ambientais, dentre outros que envolve a rotina diária, como o não uso de copo plástico descartável e o descarte incorreto de papel higiênico no vaso sanitário.

Entre outras ações destacáveis na área socioambiental da Hemobrás menciona-se o projeto capitaneado pela equipe da Diretoria Administrativa e Financeira (DAF) para a implantação de sistema de energia verde e limpa para atender parte da fábrica. O relatório elaborado por uma consultoria contratada para esse fim indicou que a melhor solução é a migração para um mercado livre, comprando energia de fonte renovável – no modelo de operações já realizado por outras estatais. Atualmente a Hemobrás está em fase de operacionalização da solução de energia verde.

 

Mais informações

Edital de coleta seletiva: Publicações – Sustentabilidade – Portal Hemobrás (hemobras.gov.br)