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Imunoglobulina antidengue O que é: Medicamento que será feito a partir do plasma sanguíneo e que pretende, além de prevenir a infecção, evitar a evolução da enfermidade em quem a tenha adquirido. O estudo será dividido em três etapas. Na primeira, acontecerá a identificação de brasileiros doadores de sangue que já tenham sido infectados pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 da dengue. Destes plasmas, os pesquisadores da Hemobrás irão isolar os anticorpos dos quatro tipos da doença. Após isso, será iniciada a produção experimental da imunoglobulina antidengue. Este procedimento será feito com uma técnica desenvolvida pelo HPPS que possibilita a produção do medicamento sem a necessidade de instalações industriais de grande porte. Isso permitirá que o processo possa ser feito em um laboratório da UFPE, antes mesmo de a fábrica da estatal, em construção em Goiana-PE, ficar pronta, em 2014. A terceira etapa consiste nos testes em animais (camundongos e macacos), na Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Obtendo êxito, a produção de lotes para testes em seres humanos poderá ser feita já nas futuras instalações industriais da Hemobrás, sob rígidas normas de qualidade e segurança. Parceiros da Hemobrás:
Financiamento: O projeto, orçado em R$ 3,8 milhões, foi aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Microarranjos líquidos O que são: Os microarranjos líquidos são testes que têm como princípio o uso de minúsculas esferas (bilhas) de poliestireno, preenchidas por duas moléculas fluorescentes distintas, que quando excitadas por um laser podem emitir dois sinais. Um sinal serve para identificar a doença pesquisada e o outro para identificar se a reação foi positiva ou não. O objetivo é possibilitar a detecção de um conjunto de patógenos em uma só amostra. A partir destes testes, a ideia é padronizar um arranjo contendo os marcadores hemoterápicos previstos em lei para testes em serviços de hemoterapia, sendo eles: HBV, HCV, HIV, HTLV, sífilis e doença de Chagas. Estes testes apresentam vários avanços em relação aos que são usados hoje, dentre eles: a necessidade de menor volume de amostra, a possibilidade de cobertura de um maior número de doenças simultaneamente e possível aumento da sensibilidade e especificidade. Assim que esta tecnologia for validada e registrada nos órgãos regulatórios nacionais, a meta é disponibilizá-la para uso no processo de triagem dos doadores de sangue. Parceiros da Hemobrás:
Fatores VIII, IX e G-CSF recombinantes O que são: Os fatores de coagulação VIII e IX são proteínas do sistema hematopoiético, seus concentrados são utilizados para o tratamento da hemofilia tipo A e tipo B, respectivamente. O G-CSF é uma outra proteína utilizada em neutropenias (diminuição acentuada de glóbulos brancos) causadas por tratamentos quimioterápicos. Técnicas recombinantes são capazes de produzir essas e outras proteínas a partir de técnicas de engenharia genética, que dispensam o uso do plasma humano como matéria-prima. A produção desses biofármacos pelo Brasil diminuirá os gastos do governo federal, já que atualmente esses medicamentos são obtidos exclusivamente por importação. Parceiros da Hemobrás:
Financiamento: O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), financia 90% do estudo. A Hemobrás financia 10% desse projeto. |